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41- Desejo de ver X Saudade de ver.

“Os Cegos”, começou a ser publicado em 12 de fevereiro de 1858 em “A Marmota”, n. 925 (p. 3), 931 (pp. 1-2), 932 (pp. 2-3), 933 (pp. 1-2), 934 (pp. 2-3), 935 (p. 2)e 937 (pp. 2-3); 12 de fevereiro de 1858, 5, 9, 12, 16, 19 e 26 de março de 1858. São vários pequenos textos. Foram transcritos neste trabalho . A série de texto é iniciada por Paula Brito, redator da “A Marmota”, ele quer comparar os sentimentos entre quem tem cegueira desde o nascimento daquele que a adquiriu em vida, e qual delas seria mais penosa. E nesse texto pede composições aos leitores sobre esse ponto. Em seguida é publicada a opinião de Jq.Sr., que logo coloca a discussão em termos mais gerais e compara ela à disputa entre os sentimentos de desejo e saudade, um que deseja o que nunca teve, e outro que quer o que tinha. Finalmente diz que a saudade da visão é mais penosa. Machado de Assis prontamente oferece sua opinião, que é oposta a de Jq.Sr. Seguem-se réplicas, tréplicas, ainda outra reposta e uma última opin...

40- “Morrer, de vida transbordando ainda, ”

“ Álvares d'Azevedo ”, publicado em “A Marmota”, n. 916, p. 3, 12 de janeiro de 1858 É uma homenagem ao poeta Álvares de Azevedo. <Acho impressionante como um jovem poeta como Azevedo tenha uma obra que tenha repercutido tanto em tão pouco tempo que apenas alguns anos após sua morte outro jovem poeta como Machado de Assis já está se inspirando em seus textos. Dá vontade de parar tudo e ler a obra completa de Álvares.>

39- Senhor X, Senhor F e Dona E

“ Três tesouros perdidos ”, publicado em “A Marmota”, n. 914, pp. 2-3, 5 de janeiro de 1858. <É o primeiro conto publicado de Machado de Assis, o que me deixa bem entusiasmado em lê-lo pela primeira vez.> Trata de um dos temas que depois se tornará recorrente, a infidelidade. A maior parte do tempo se passa com um diálogo, que bem poderia ser de uma peça de teatro. Utiliza várias expressões de época, como “entre um cavalo e uma pistola”, o que nos coloca numa máquina do tempo ao ler o texto. É bem curto, quase uma anedota.

38- “Meu coração? já morreu / Para ti e teus amores, ”

“ Vai-te ”, escrito em 1 janeiro de 1858, publicado em “A Marmota”, n. 920, p. 4, 26 de janeiro de 1858. Um amor que acaba e Machado nesse poema confirma seu fim e pede para a ex-amada não mais procurá-lo. <Acho interessante comparar com os dias de hoje em que as pessoas escrevem em redes sociais seus sentimentos cotidianos e o que estão pensando. Em 1858, Machado mostra que as pessoas de sua época faziam a mesma coisa, apenas escreviam na forma regrada das poesias rimadas e metrificadas.> <Hoje para publicar seus escritos basta uma conexão à rede, antes era preciso o papel, um jornal, eram poucos os que podiam se abrir ao escrutínio da publicação. Havia uma avaliação do texto antes de ele ser publicado, hoje qualquer coisa escrita pode alcançar o mundo inteiro sem nem uma segunda lida do seu autor.>

Citações escolhidas

-- "Assim, por sobre o túmulo/ Da extinta humanidade/ Salva-se um berço; o vínculo/ Da nova criação." (1863).
-- “Abre-se o ano de 63. Com ele se renovam esperanças, com ele se fortalecem desanimados. Reunida à família em torno da mesa, hoje mais galharda e profusa, festeja o ano que alvoroce, de rosto alegre e desafogado coração. 62, decrépito, enrugado, quebrantado e mal visto, rói a um canto o pão negro do desgosto que lhe atiram tantas esperanças malogradas, tantas confianças iludidas. Pobre ano de 62! (1863).
-- “Expus com franqueza e lealdade, sem exclusão do natural acanhamento, as minhas impressões; os erros que tiver cometido provarão contra a minha sagacidade literária, nunca contra o meu caráter e a minha convicção." (1863).
-- “Que importa o labor de uma longa semana? Há, para muito descanso, o domingo da imortalidade.”(1863).
--"(...)Passarinho que sendo prisioneiro/ Fugiu matreiro/ Não volta, não!" (1862)
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